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sábado, 6 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28076: Fichas de unidades (41): BART 2920 (Sector L2, Bafatá, 1970/72), CART 2741 (Contuboel), CART 2742 (Fajonquito) e CART 2743 (Geba)


Batalhão de Artilharia n." 2920 (tem 8 referêncvias no blogue)


Identificação BArt 2920

Unidade Mob: RAP 5 - Penafiel

Crndt: TCor Art Fernando de Melo Macedo Cabral | 2º Crndt: Maj Art Álvaro Nuno Miranda Furtado | OInfOp/Adj: Maj Art Rui Folhadela Macedo Rebelo

Crndts Cornp:

  • CCS: Cap Art Eduardo da Conceição Santos
  • CArt 2741: Cap Art João Maria Clímaco de Sousa Brito
  • CArt 2742: Cap Art Carlos Borges de Figueiredo | Alf Mil Art Baltazar Gomes da Silva
  • CArt 2743: Cap Mil Art Ilídio do Rosário dos Santos Moreira

Divisa: -

Partida: Embarque em 18Ju170; desembarque em 24Ju170 | Regresso: Embarque em 21 Set72 (CArt 2741), 22Set72 (CArt 2742) e 23Set72 (Cmd, CCS e CArt 2743)

Síntese da Actividade Operacional

Em 03Ag070 seguiu para Bafatá, a fim de efectuar a sobreposição e render o BCaç 2856, assumindo, em 13Ago70, a responsabilidade do Sector L2, com sede em Bafatá e abrangendo os subsectores de Geba, Fajonquito, Contuboel e Bafatá e, a partir de 29Ag070, o de Sare Bacar. As suas subunidades mantiveram-se sempre integradas no dispositivo e manobra do batalhão.

Desenvolveu intensa actividade operacional orientada para a contra-penetração e segurança e protecção das populações, efectuando numerosas acções e operações, patrulhamento, emboscadas, reconhecimentos ofensivos e reacções a ataques inimigos, em especial contra Ualicunda, Sare Bacar, Sumbundo e Cantacunda e outras povoações em autodefesa.

Dentre o material capturado mais significativo, refere-se: 3 espingardas, 2 lança-granadas foguete, 21 granadas de armas pesadas e a detecção e levantamento de 20 minas.

Em 28Mai72, foi rendido no subsector de Bafatá pelo BCaç 3884 e recolheu 
seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

***

A CArt 2741 seguiu em 03Ag070 para Contuboel, a fim de efectuar a sobreposição e render a CCaç 2435, seguindo um pelotão para Sare Bacar, em 05Ag070 e outro para Sare Aliú Sene, em 12Ag070.

Em 13Ag070, assumiu a responsabilidade do subsector de Contuboel, com forças destacadas na ponte do rio Geba, Sora, Sare Bacar e Sare Aliú Sene.

Em 20Ag070, por criação, ainda com carácter temporário, do subsector de Sare Bacar, passou a ter três pelotões destacados neste novo subsector e instalados em Sare Bacar, Sare Aliú Sene e Sora, onde se mantiveram até à chegada da CCaç 2636, entre 20 e 24Set70. 

A partir de 24Set70, mantendo efectivos na ponte do rio Geba, passou a ter destacados dois pelotões em Sare Uale e Sumbundo, no subsector de Fajonquito, onde permaneceram até finais de Jun71. 

Seguidamente destacou efectivos para reforço temporário do subsector de Bafatá e, deslocou um pelotão para Sonaco, mantendo sempre o destacamento da ponte do rio Geba.

Em 28Mai72, foi rendida no subsector de Contuboel pela CCaç 3547 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

***

A CArt 2742
seguiu em 03Ag070 para Fajonquito, a fim de efectuar a sobreposição e render a CCaç 2436, assumindo, em 13Ag070, a responsabilidade do respectivo subsector, com forças destacadas em Cambajú, Sumbundo, até 24Set70 e Ualicunda, de 24Set70 a Jul71 e Sare Uale, a partir de finais de Jun71.

Em 21Mai72, foi rendida no subsector de Fajonquito pela CCaç 3549 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

***

A CArt 2743 seguiu em 03Ag070 para Geba, a fim de efectuar a sobreposição e render a CCaç 2437, assumindo, em 13Ag070, a responsabilidade do respectivo subsector, com pelotões destacados em Cantacunda e Sare Banda.

Em 27Mai72, foi rendida no subsector de Geba, pela CCaç 3548 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

Observações - Tem História da Unidade (Caixa n." 98 - 2ª Div/4ª Sec, do AHM).

Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: Fichas das Unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pp. 230- 231.

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28072: Casos: a verdade sobre ...(73): A tragédia de Fajonquito, o "Dia Negro" de 2 de abril de 1972, domingo de Páscoa (Rui Oliveira, ex-fur mil trms, CART 2742 / BART 2920, 1970/72)




Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Sector L2 > Fajonquito > CART 2742 > Domingo de Páscoa, 2 de abril de 1972. Os momentos dramáticos que antecederam a tragédia.

Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Rui Osório Oliveira
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.



1. Mensagem recebida através do  Formulário de Contacto do Blogger 

Data - 4 de junho de 2026 11:22 

Assunto - Narrativa da morte de vários elementos da CART 2742, em  02/04/1972

1.1. Era furriel de transmissões na CART 2742 e gostaria de enviar um documento com a realidade do que presenciei detalhadamente no trágico dia de 2 de Abril de 1972 onde morreram o capitão Borges de Figueiredo, o alferes Félix, o furriel Alcino Silva, e o soldado Almeida que originou o acidente.

Muito do que consta no blog sobre o trágico dia é FALSO (*)

Gostaria rectificar o evento com a minha narrativa (**).

Cumprimentos,

Rui Osório Oliveira, F.N. 07486708  | 
Endereço de email: (...)

Rui Osório  Oliveira 
IT Remote Worker
Vive na Murtosa
(Foto no Linkedin)

AC 101 517 505
ICT System Engeneering
ICT Functional Analysis
WEB.3 - Blockchain
New Business Development
UN Online Volunteer 2010 AWARD

1.2. BART 2920 – CART 2742 - O DIA NEGRO – Dia 2 de Abril de 1972, Domingo de Páscoa


Era habitual aos domingos jogarmos Poker de Dados, éramos 5 habitualmente, o capitão
 [Carlos Borges Figueiredo ], o sargento Moura, o alferes Félix, o furriel Alcino Silva e eu.

Já tinha decorrido algum tempo de jogo quando abruptamente a porta do bar foi aberta com violência. Era o já referido soldado Pedro Almeida, ex-comando, tinha sido expulso da sua unidade e colocado na nossa companhia, para seu castigo e nossa desgraça. 

Na sua mão esquerda tinha uma granada defensiva sem cavilha de segurança. De imediato nos levantámos e o Almeida só dizia: “Quero falar com o nosso capitão”, frase que repetia constantemente, sem uma palavra trocada entre nós, que estávamos a jogar. 

Fomos tentando acalmar o Almeida e instintivamente tentado nos afastar do bar e aproximar de uma saída, estávamos no meio dos corredores na posição que mostro no esquema que segue.


[ Infografia: Rui Osório Oliveira, 2026]


Quando da passagem pedonal se ouviu a voz de um soldado: "É preciso alguma coisa, meu  capitão ?". 

O Almeida, sem mover do sítio os pés, torceu o seu tronco em direcção à voz que se tinha ouvido, apontando com o seu braço esquerdo que segurava a granada e disse: "Ide embora que isto não é convosco, mas com o nosso capitão". 

Neste preciso momento, em que acabou a frase, deu-se a explosão da granada que ele, devido ao seu gesto. deve ter aliviado a alavanca de segurança provocando o seu despoletar. 

Após o primeiro impacto vi o capitão, o Félix, o Alcino e o Almeida por terra tendo tido morte instantânea, os corpos estavam completamente dilacerados, o sangue jorrava por todos os lados. 

No corpo do soldado Almeida havia um buraco em forma de semicírculo que ia da axila esquerda à anca esquerda curvando até á coluna vertebral. Foi este facto que salvou o sargento Moura, que teve unicamente escoriações, e a mim que tive escoriações também, mas em menor grau. Um estilhaço ainda permanece incrustado num osso na base esquerda da minha mão direita, outros tive no braço e na cabeça, mas desapareceram com o tempo.

Fiquei em estado catatónico, e a primeira pessoa a chegar foi o Cabrita Martins que, vendo o meu estado,  me deu um estalo e gritou: "Vai para o rádio e pede socorro". Assim fiz.

Não passou muito tempo quando chegou o general Spínola, de helicóptero, com a sua comitiva entre os quais um médico, que após uma rápida vista dos corpos, viu o sargento Moura e depois a mim, mandou-me tomar um Valium 10mg, só foi pena não me ter dito para não tomar bebidas alcoólicas, o que fiz até voltar para casa.

O general Spínola reuniu os que estavam presentes numa grande roda disse umas palavras de circunstância, alertou para o sucedido, agradeceu o nosso esforço e despediu-se, voltou para o helicóptero e foi embora com a comitiva.

Vi umas mensagens que, entretanto, tinham chegado e fui ao local do acidente onde se encontravam os enfermeiros,  ajudados por outros militares a transportarem o que restava
dos corpos para a enfermaria e posteriormente seguirem para Bissau.

Sei perfeitamente o que o soldado Pedro Almeida queria dizer ao acpitão, era que o deixasse ficar na tropa quando acabasse a comissão, por mais de uma vez o tinha feito anteriormente, mas o capitão nada podia fazer, após o que lhe tinha acontecido em Viana do Castelo, que levou o Almeida a ser expulso dos comandos e vir para a CART 2742. Com tal evento registado jamais poderia permanecer nas forças armadas.

Também sempre senti na pele que, pelo facto de dormir fora, numa moradia, com outro furriel, ter um laboratório de fotografia, e o capitão falar isoladamente comigo, criou um certo mal-estar, quanto à minha pessoa. Sentia-se constantemente algo no ar, no entanto realço que nunca senti qualquer diferença da amizade que me tinham e eu tinha por eles ou diferença de tratamento.

Ao fim da tarde desse dia fui para o bar do sr. Avelino, sentei-me numa mesa que estava num canto, virado para esse mesmo canto, pedi ao ajudante do sr. Avelino uma garrafa de whisky e bebi-a até ficar sem gota, não falei com ninguém, só me fui embora já era de madrugada e ninguém a não ser o sr. Avelino se encontrava no bar, nem na rua. 

Desde esse dia nunca mais consegui entrar à noite no quarto que partilhava com o Alcino Silva, passei a dormir em casa da Cristina, mulher de idade avançada, que me tratava da roupa, onde vivia também a Mimi, mulher linda, com quem eu ficava. 

Quando o acidente ocorreu faltavam cerca de 2 meses para o fim da comissão de serviço e regresso à metrópole. Foi um acidente que me traumatizou para toda a vida e que ainda hoje me vem frequentemente à memória e em pesadelos. 

Este acidente foi ainda mais penoso para mim, pelo simples facto de que o capitão, quando foi de férias pela primeira vez, chamou-me ao gabinete, e disse-me: "Dá-me o endereço de teus pais, porque  quero visitá-los". 

E assim fez, acompanhado de sua esposa, a dra.  Rosa Figueiredo, esta falava frequentemente com a minha mãe, dando notícias minhas, pois eu detestava escrever aerogramas, a tal ponto de alguém ter comunicado o facto ao comando militar de Bissau, tendo eu recebido uma missiva a mandarem-me escrever para a família, e continuar a fazê-lo regularmente sob pena de sanção disciplinar. 

Havia imensas hipóteses de contacto, para provocarem esta reacção, a minha família conhecia a família dos 2 majores do Batalhão  [BART 2920], e uma grande amiga de minha mãe conhecia o comandante do Batalhão, factos que só vim a constatar na altura em que vim férias, no Carnaval de 1971.

Há um hiato de tempo que permanece completamente em branco na minha mente, um período que vai desde este acidente e o já estarmos em Bissau para regressar à Metrópole.

Estava eu e o sargento Moura no Hotel que fica à esquerda de quem desce pela avenida
[da República, hoje av Amílcar Cabral], frente ao Palácio do Governador. Em dois quartos frente um ao outro, e de o Moura me ter pedido para o ajudar a conferir as contas da companhia, dado que conhecia os meus conhecimentos de contabilidade e já o tinha ajudado por diversas vezes anteriormente, dado que existia um erro no balanço final. Ajudei-o e não me lembro da continuação.

Recordo, sim, que eu me sentia mal da minha cabeça, descuidando por vezes a minha aparência. A última recordação da Guiné é de eu estar na 5ª Rep [ Café Bento]. a beber uma cerveja,  quando chegou ao meu lado um polícia militar, era periquito, notava-se pela farda e branquinho de pele, que me disse: “Meu Furriel,  peço-lhe que se recomponha e aperte os botões da camisa e endireite a gravata, senão sou obrigado a dar-lhe ordem de prisão”. 

Eu não disse nada, fiquei a olhar para ele, talvez com cara de parvo, quando vi alguém, um major do  [BART 2920] , chegar ao meu lado e dizer ao PM: “Você vai sair daqui imediatamente ou quem lhe dá ordem de prisão sou eu”. Recordo que ainda houve uma troca de palavras, mas o PM pôs-se na alheta.

O próximo facto de que me recordo, foi já no aeroporto de Figo Maduro, chegar ao pé da família e primos(as) Amaral, de Lisboa, lembro-me de ter entregado à Nanducha um ceptro
dos nativos guineenses. Fomos para um quartel junto ao aeroporto, desfardarmo-nos, vestimos a roupa civil e fui ter com a família, voltei para casa no Porto.

Passado uma prima disse-me: “Ó rapaz quando chegaste ao pé de mim, parecias um Zombie!”.

Este evento mudou completamente o meu mundo, e durante muitos anos ninguém notou, reparou ou analisou o que se passava. Quando tentava falar do que se passava comigo,
acusavam-se de ser solitário, “doido”, “maluco”, “parvo” e "deixa-te disso".

Certo dia numa visita de rotina à médica de família, a mesma notou que algo se passava comigo e perguntou-me o que se passava e o que se tinha passado na Guiné. Receitou-me
um calmante e sem me dizer nada enviou um pedido de agendamento de consulta de psiquiatria no Hospital Magalhães Lemos
 [HML].

Passadas umas semanas,  recebo um convocatória para me apresentar numa consulta no HML, estava nesse momento internado no Hospital Joaquim Urbano, nas infecto-contagiosas com um abcesso de 7 cm no fígado, tendo aí permanecido 1 mês e meio.

Levaram-me à consulta numa cadeira de rodas numa ambulância. No final da consulta receitaram-me Efexor e o psiquiatra comunicou-me que iam iniciar um processo de Stress Pós-Traumático de Guerra, e para avisar quando tivesse alta do Joaquim Urbano.

Assim fiz. Permaneci no HML em regime Ambulatório durante 11 meses e fui acompanhado durante 13 anos com consultas periódicas. 

Passados uns tempos e, após várias consultas no Hospital Militar e  Juntas Médicas, foi-me reconhecida em 29 de outubro de 2008  Deficiência de 39% das minhas capacidades de saúde mental, tendo como tal direito a uma Pensão de Deficiência do Exército via CGA  [Caixa Geral de Aposentações].

Passaram-se 10 anos e, em todas as tentativas do obter a situação do processo, sempre recebi a resposta de ainda não se encontrar finalizado. Nesta altura estava completamente
desaustinado e resolvi apresentar a minha situação no Portal da Internet do Provedor de Justiça, lembro-me do último parágrafo: “Penso que estão à espera de que eu morra para
não pagarem a Pensão a que tenho direito...”

Estávamos em outubro de 2018, no dia seguinte recebi um email do secretariado a comunicarem-me que sido iniciada a análise expedita do meu processo. Tendo na altura
recebido o conteúdo de uma cópia do processo da morte do capitão Borges de Figueiredo, alferes Félix, furriel Alcino Silva e soldado Almeida.

O que mais me custou foi ver os falsos testemunhos dados por vários elementos da companhia, nomeadamente sargento Moura, alferes Baltasar Gomes da Silva e mais um soldado de que não me recordo do nome, afirmando que eu não estava presente durante o acidente. 

Valeu o relatório efectuado por um membro da comitiva em que estava exarado que estava presente no momento acidente, tendo saído ileso unicamente com alguns estilhaços no braço direito que estava estendido, milagrosamente, devido ao facto de o corpo do soldado Almeida, dado que se tinha virado para o soldado que tinha falado, ter absorvido o impacto da granada, salvando igualmente o sargento Moura e  tendo este sofrido mais escoriações.

No dia 18 de novembro estava em Lisboa, dado que a minha irmã se tinha suicidado atirando-se para a Linha do Metro quando este ia a passar, tendo sido trucidada. Estávamos em casa de um familiar, e após os trâmites legais, identificação do corpo, levantamento dos seus pertences e cremação no cemitério de São João. 

Na viagem de regresso ao Porto no Alfa Pendular,  em determinada altura resolvi ligar o telemóvel e ver os emails recebidos, entre eles encontrava-se um da CGA, a dizer  que o processo tinha sido aprovado e que iria receber os retroactivos que tinha direito desde o início do processo até à data, passando a partir desse momento a receber a Pensão de Deficiente mensalmente via CGA.

Rui Osório Oliveira

(Revisão / fixação de texto, parênteses retos, links: LG)

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Notas do editor LG:

(*) Vd. postes de:

16 de agosto de 2014 > Guiné 63/74 - P13505: Quem era, afinal, o cap art Carlos Borges de Figueiredo, cmdt da CART 2742 (Fajonquito, 1970/72), morto em 2/4/1972, num sangrento domingo de Páscoa? Bem como o infeliz sold Pedro José Aleixo de Almeida? (José Cortes / Luís Graça / Carlos 'Gomes' / Cherno Baldé / António Bernardo)

14 de Novembro de 2011 > Guiné 63/74 - P9041: Memórias do Chico, menino e moço (30): A propósito do poema K3, de Nuno Dempster: Relembrando dois malogrados capitães de Fajonquito, Carlos Borges Figueiredo (CART 2742) e José Eduardo Marques Patrocínio (CCAÇ 3549) (Cherno Baldé)


sábado, 26 de abril de 2014

Guiné 63/74 - P13044: (Ex)citações (227): A guerra vista de Bafatá. O edifício-sede do batalhão (António Bernardo, CCS / BART 2920, Bafatá, 1970/72)

1. A propósito da mensagem: Guiné 63/74 - P13034: A guerra vista de Bafatá (Fernando Gouveia) (88): O senhor Camilo da Bafatá, da autoria do nosso Camarada Fernando Gouveia, que foi Alf Mil Rec e Inf, em Bafatá, 1968/70), com data de 24 de Abril de 2014, recebemos do Sr. António Bernardo a seguinte mensagem:


Caro Fernando,

Permite-me emendar-te na legenda das fotos. O edifício-sede do batalhão é o assinalado na foto que envio em anexo e defronte do qual, situava-se a casa do Sr. Camilo. De estilo colonial, composta de dois pisos. No rés-do-chão, o estabelecimento comercial; no piso superior, a residência.

Era do conhecimento geral, os "lautos jantares à oficialidade lá do sítio", tanto assim, que foi no lauto almoço do domingo de Páscoa de 1972 (2 de abril) que o cmdt do BART 2920, tomou conhecimento do acontecido na CART 2742 em Fajonquito e relatado no poste 5932. 




Cumprimentos.


António Bernardo

[ CCS / BART 2920, Bafatá, 1970/72]



___________

Nota de M.R.: 

Vd. Também o poste em referência: 


Vd. último poste desta série em: 


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Guiné 63/74 - P12200: Memória dos lugares (247): Fajonquito em Festa (1971) (Cherno Baldé)

1. Mensagem do nosso amigo tertuliano Cherno Baldé, um dos nossos meninos de Fajonquito, com data de hoje, 25 de Outubro de 2013:

Caros Luís Graça e Carlos Vinhal,

O amigo José Bebiano, ex-Furriel Mil. que fez a sua comissão em Fajonquito, enviou-me estas fotos que quero compartilhar com os amigos da Tabanca Grande.

Numa das fotos está o Cap Figueiredo (Carlos Borges de Figueiredo) morto em Fajonquito a poucos meses do fim da sua comissão por um ex-soldado Comando.

O ambiente de Fajonquito nos anos 70 é deveras inesquecível, devido ao largo horizonte de liberdade e relativo bem-estar social que se prefigurava, com abertura de escolas e muita abertura com a tropa.

Um abraço amigo,
Cherno Baldé



FAJONQUITO EM FESTA (1971)



Com a CART 2742 (1970-72) o ambiente entre a tropa e a população melhorou bastante, atingindo níveis nunca antes vistos. A foto de 1971 (amigavelmente enviada pelo ex- Furriel Mil. José Bebiano), mostra uma calorosa recepção de um grupo de artistas vindos da metrópole para animar a malta.

Ao meio e ao lado de uma das artistas pode-se ver o nosso saudoso Cap. Carlos Borges de Figueiredo. O rapazinho nas mãos do homem dos óculos escuros é o Carlitos, filho de um soldado Português que, mais tarde, iria à procura do pai, tendo aquele recusado o encontro à última da hora.

O ex-Furriel, José Bebiano, que era de rendição individual, tendo feito toda a sua comissão em Fajonquito poderia, eventualmente, identificar os soldados que acompanham o seu Comandante nesta foto.


PRINCESAS DE CANHAMINA 

Na foto vê-se a(s) mulher(es) de Nharó Baldé, ex-Alferes e comandante de um pelotão de Milícias na área de Sancorla/Fajonquito.

NOTA: Faleceu na noite do dia 19 Outubro, em Bissau, o nosso pai e tio, Sidi Baldé, que exercia a função honorifica de Régulo, o último dos príncipes de Sancorlã do período da guerra colonial, ex-Alferes e comandante de pelotão de milícias em Sare Uali e Sumbundo (área de Fajonquito).

Com um abraço amigo,
Cherno Baldé

Comentário do editor:
Em nome dos editores e da tertúlia, apresento ao nosso amigo Cherno Baldé, assim como à sua família, o nosso pesar pela morte do seu tio Sidi Baldé, Régulo e Príncipe de Sancorlã, ex-Alferes, CMDT de Pelotão de Milícias.
Mais um camarada e amigo que lutou a nosso lado e que nos deixou no dia 19 de Outubro.
Paz à sua alma. Honremos a sua memória.
Carlos Vinhal
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Nota do editor

Último poste da série de 5 DE SETEMBRO DE 2013 > Guiné 63/74 - P12011: Memória dos lugares (246): Gabu / Nova Lamego, 1972/73 (Joaquim Cardoso)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Guiné 63/74 - P10657: Em busca de... (207): António de Jesus Vieira de Matos da CCS/BART 2920, ex-impedido da messe de oficiais de Bafatá, entre 1970 e 1972, procura camaradas

1. No dia 8 de Novembro de 2012 recebemos do nosso camarada António de Jesus Vieira de Matos, a viver em França, a seguinte mensagem:

Assunto: - À procura de camaradas da CCS do BART 2920

Sou Antonio de Jesus Vieira de Matos.
Fui impedido na messe dos oficiais na Guiné, em Bafatá, no periodo 1970/72. O meu colega era o Gonçalves.

Actualmente estou reformado em França.

Gostaria de ter contacto com alguns amigos/colegas de armas.

Não me lembro de você mas pelos vistos estivemos no mesmo local, ou seja Bafatá.

Agradeço uma resposta se for possivel.

Um abraço e boa saúde.
António  de Matos
antoniodematos89@hotmail.fr


2. Comentário de CV:

Caro camarada António Matos
À boa maneira entre camaradas, não há outro tratamento que não seja por tu. Somos camaradas da Guiné e temos a mesma idade, logo não há lugar a formalismos.

Um esclarecimento, eu sou teu contemporâneo na Guiné, mas estive em Mansabá entre ABR70 e FEV72. A Bafatá só fui uma vez, em coluna auto, utilizando uma antiga picada existente mas não utilizada.

Quanto ao teu desejo de encontrares camaradas para reatares velhas amizades, deixo-te uma pista que encontrei na página do nosso camarada Jorge Santos, trata-se de José Manuel Valente, do teu Batalhão, com o telemóvel 966 066 772. Podes contactá-lo para iniciares a tua pesquisa. Entretanto pode ser que apareça mais algum dos teus camaradas através deste poste.

Em tempos publicamos o Poste 10273 na nossa série "O Nosso Livro de Visitas" onde fazíamos referência a uma mensagem de um camarada do teu Batalhão, a saber António Bernardo, com o endereço antoniobernardo.faro@gmail.com. Tens aqui mais um contacto a explorar.

Recebe em nome da tertúlia um abraço e os votos de que tenhas uma vida feliz em terras de França, agora na situação de reforma.

O teu camarada e amigo
Carlos Vinhal
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Nota de CV:

Vd. último poste da série de 10 de Outubro de 2012 > Guiné 63/74 - P10510: Em busca de... (206): Camaradas que tenham conhecido o meu pai, Francisco Parreira (1948-2012), ex-1º cabo mec elect auto, Grupo de Artilharia nº 7, Bissau, 1970/72 (Filomena Maria de Sousa Parreira)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Guiné 63/74 - P10273: O Nosso Livro de Visitas (144): Nasce Biblioteca Pública em Bissau, graças ao trabalho da ONGD 'Afectos com Letras' (António Bernardo, CCS/BART 2920, Bafatá, 1970/72)



Cartaz da campanha "Vamos Fazer uma Biblioteca na Guiné-Bissau".  Fonte: ONGD Afectos com Letras, sediada em Pombal


1. Mensagem do nosso leitor (e camarada)  António Bernardo:

De: António Bernardo [antoniobernardo.faro@gmail.com]

Data: 14 de Agosto de 2012 18:26
Assunto: Biblioteca Pública em Bissau

Caros Luís Graça e Carlos Vinhal,

Sou leitor do blogue que administram, embora não registado. Caso seja do vosso desconhecimento, informo da chegada a Bissau, no passado dia 13, de voluntários da ONG 'Afectos com Letras', com o objectivo de ajudar a criar uma biblioteca pública em Bissau.

Aguardo 'luz verde' do ministro da educação da República da Guiné-Bissau para que em Bafatá seja também criada uma biblioteca ou sala de leitura.

Para confirmação da informação que vos presto, queiram consultar o Diário de Notícias (2012-08-10) "Biblioteca nasce com 13 mil livros levados de Portugal" ou Bissau Digital, clicar em últimas notícias e ler em "7. Guiné-Bissau: ONGD portuguesa cria biblioteca pública em Bissau"

Com os melhores cumprimentos,
António Bernardo
CCS/BART 2920 [Bafatá, 1970/72]

2. Comentário de LG:

Sê bem vindo, camarada. Não sei se estás ligado à ONGD "Afectos com Letras", de qualquer modo aqui fica registado o teu interesse em criar também, em Bafatá, uma biblioteca ou sala de leitura. Como tu, temos muitos camaradas, grã-tabanqueiros, que passaram, por Bafatá,  alguns dos quais provavelmente poderão querer associar-se à tua iniciativa, apoiá-la ou no mínimo acompanhar o seu desenvolvimento. Dá-nos mais informações sobre esse projeto.

Ficas, por outro lado, e desde já, convidado a integrar a nossa Tabanca Grande, e a falar-nos do teu tempo  como militar da CCS/BART 2920 (1970772). Trata-se, de resto, de uma unidade de que temos muito pouca ou nenhuma informação. Cordiais saudações. LG

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Nota do editor:

Último poste da série > 20 de julho de 2012 > Guiné 63/74 - P10176: O Nosso Livro de Visitas (143): Gama Carvalho, ex-fur mil cav, 2ª C/BCAV 8323 (Piche, Buruntuma e Piche, 1973/74), aceita o nosso convite para se tornar grã-tabanqueiro...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Guiné 63/74 - P10140: Em busca de... (196): Fur Mil Rânger Peixeiro da CCS/BART 2920 (Bafatá, 1970/72)

1. Mensagem de António Tavares (ex-Fur Mil da CCS/BCAÇ 2912, Galomaro, 1970/72), com data de 5 de Julho de 2012:

Caro Vinhal,
A pedido de um camarada, ex-Furriel Mil. Rádio TRMS, no CTIGuiné, procura o contacto do ex-Fur. Mil. Ranger PEIXEIRO, homem das Operações e Informações da CCS/BArt.2920, de Bafatá, em 1970/72.

Desde já agradeço a colaboração no pedido através da Tabanca Grande.

António Tavares
Foz do Douro, 05.Julho.2012
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Nota de CV:

Vd. último poste da série de 6 de Julho de 2012 > Guiné 63/74 - P10122: Em busca de... (195): Informação sobre o Soldado Escriturário Carlos da CCAÇ 3476, Canjambari, Chugué, 1971/73 (Jaime Vieira)

domingo, 7 de março de 2010

Guiné 63/74 - P5946: Fajonquito do meu tempo (José Cortes, CCAÇ 3549, 1972/74) (2): Evocando o Sold Almeida e o Fur Alcino, da CART 2742, que morreram, mais o Cap Figueiredo e o Alf Félix, na tragédia do domingo de Páscoa de 1972


Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Fajonquito [, mapa de Colina do Norte] > Dois furriéis, o Alcino (da CART 2742, morto em 2/4/1972) e o Bebiano, de Informações & Operações, que esteve com o José Cortes ainda uns meses em Fajonquito. A CART 2742 pertencia ao BART 2920 (Bafatá, 1970/72).

Foto: © José Bebiano (2010). Direitos reservados

1. Mensagem, com data de hoje,  do José Cortes, ex-Fur Mil At Inf da CCAÇ 3549/BCAÇ 3884, Fajonquito, 1972/74:

 Luís,  esta foi a resposta do José Bebiano (*). Na foto que ele me envia,  o camarada de bigode  era o furriel Alcino que morreu na tragédia (**).

2. Texto do José Bebiano, com data de 5 do corrente

 Assunto: Fajonquito

Boa noite.

José Cortes: O tempo passa e a tua imagem passou? Pouco tempo estive convosco [ CCAÇ 3549]. Lembro-me bem do Cap Patrocínio.

A história do soldado Almeida, ex-comando,  e que com uma granada na mão matou-se e matou 1 cap + 1 alferes + 1 furriel... Eu, na altura do acidente estava em Lisboa.

Qual a razão para tal atitude? Pelo que me disseram, queria permanecer na Guiné e com uma granada na mão foi pedir para que não o enviassem para a Metrópole (?!)... Passou-se completamente.
Vou enviar uma foto com o falecido Alcino e com o Bebiano. A foto foi tirada em 26 Out 1971. Ainda por lá fiquei mais um  ano.

Cumprimentos
P.S. - Estou reformado/aposentado desde 30 de Novembro. Ex-professor de Educação  Física em Moura.

José Bebiano
3. Comentário de L.G.:
Aproveito o ensejo para agradecer a colaboração do José Bebiano e convidá-lo a integrar a nossa Tabanca Grande. Já agora, gostava de saber se ele vive em Mourta, onde trabalhou como professor. No dia 10 de Abril de 2010, vai realizar-se em Moura uma pequena homenagem aos camaradas do concelho que morreram, no total de 29, durante a guerra colonial.

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Notas de L.G.:

(...) Mortos, em 2/4/1972, [da CART 2742, Fajonquito, 1970/72], por acidente (sic), constam os seguintes nomes, na lista dos Mortos do Ultramar da Liga dos Combatentes:

- Alcino Franco Jorge da Silva, Fur


- Carlos Borges de Figueiredo, Cap


- José Fernando Rodrigues Félix, Alf


- Pedro José Aleixo de Almeida, Sold (...)